quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Silêncio...

O silêncio... uma palavra que pode dizer tanto....
Nem sempre precisamos de falar para exprimir sentimentos, um simples olhar por vezes por valer mais que 1000 palavras. Por vezes os momentos mais belos são aqueles que são passado em silêncio. Mas o silêncio também pode ser doloroso, a ausência de notícias, como custa estar sem saber nada de quem nos preocupamos. Esse silêncio por vezes transforma-se em saudade, em vontade de estar perto, em simplesmente trocar um simples olhar que nos transmita calma, serenidade e descansar-mo-nos pois assim vê-mos que tudo está bem.
Por vezes sabe bem estar em silêncio, ajuda a pensar, a sonhar, mas principalmente a encontrar a paz de espírito necessária para lutar pelo que se deseja. Como é bom estar em silêncio a ler um livro, interiorizando cada palavra que se lê...
Por vezes o silêncio pode ser sinonimo de solidão, mas quem no meio de uma multidão aos berros não se sentiu já sozinho???? Por isso não se deve juntar silêncio a solidão....

Todo este texto pode não ter nexo, mas o que tem nexo nesta vida???? Nada mesmo... existem 3 coisas certas na vida... que um dia nascemos, que vivemos e que um dia morreremos, quanto ao resto, por mais que se lute para ser feliz existe sempre um contratempo que nos faz travar.
Por vezes senti-mo-nos impotentes para lutar contra tanta contrariedade, contra tanta injustiça, ou simplesmente por lutar por algo impossível.... Ensinaram-me que nunca se desiste, que só desiste quem é fraco... sinceramente, por vezes então sinto que sou fraco por acabar por desistir daquilo que tanto desejo.
Neste momento posso dizer, JAMAIS VOU DESISTIR DO QUER QUE SEJA.... mesmo que para isso tiver de sofre em silêncio, guardando para mim sonhos e magoas, alegrias e tristezas....

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SAUDADE....

O que é a saudade????
é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em Galego e Português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.
É um sentimento muito Português, muito descrevido nos poemas, no fado, nas cartas antigas existentes sobre os nossos marinheiros que andavam por esses mares fora a conquistar terras para Portugal. É um sentimento tão Português que nem uma palavras para o traduz existe. Podemos sentir saudade de tanta coisa, mas normalmente esse sentimento sente-se de quem se gosta, de quem se gosta de ter perto, daquela pessoa ou pessoas que nos dizem algo e que queremos sempre por perto. A saudade é um sentimento nobre de quem sente as emoções de uma forma verdadeira, emotiva....
A saudade faz-nos pensar, faz-nos suspirar, faz-nos sonhar com o reencontro.... Por vezes bastam poucas horas de ausência de quem se gosta para se ter essa saudade.
Todos nos sentimos saudades de algo, de alguém... alguns sabem disfarçar outros nem por isso, alguns sentem de uma forma apaixonante, vibrante, outros conformam-se com a ausência...


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O poder da música....

Como uma simples música pode mexer tanto com emoções, sentimentos, pensamentos...
Ouvir a melodia, interpretar a letra, sonhar com as palavras que se ouvem e chegar à conclusão que, cada palavra que se escuta, cada rima ou refrão que se ouve tem haver com sentimentos que sentimos, emoções que vivemos, desejos que temos ou simplesmente com sonhos que temos...
A música pode unir pessoas, unir raças, suavizar conflitos... a música é uma das melhores armas para descrever sentimentos que por vezes são difíceis de controlar ou explicar. Todas as noites a música embala-me para adormecer, por vezes tenho a sorte de ouvir aquela música que me diz alguma coisa e adormecer com um sorriso estampado no rosto. Logo ai essa música leva-me para o mundo dos sonhos, sonhos esses perfeitos onde tudo corre como desejamos...
Ao longo dos tempos existe sempre uma música que nos diz algo, que nos toca no coração ou que simplesmente rompe o silêncio do dia-a-dia e acaba por nos acompanhar pelo dia fora. Músicas de sonho, músicas de paz, músicas de esperança, mas acima de tudo, músicas que nos fazem sorrir e que nos aconchegam um pouco...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O poder da mente

Uma coisa que me inquieta é a seguinte questão:
- Somos nós que controlamos a mente ou a mente que nos controla a nós?

Ora ai está uma questão que pode dar muita discussão... para mim é a mente que nos controla a nós pois por mais que não queiras pensar em certas coisas a tua mente atraiçoa-te sempre. Acabamos por desejar o que não podemos, acabamos por sentir o que não podemos, acabamos sempre por sonhar com coisas que por vezes dificilmente atingirmos...
Tal qual como os sentimentos, que podemos tentar controlar ou fingir não os ter, mas acabam sempre por nos ganhar, a mente também acaba sempre por ganhar. As vezes era bem mais fácil que tivéssemos um botão onde pudéssemos carregar para por sentimentos e pensamentos de lado, é certo que se perdia o brilho e a beleza da vida, de lutar por algo, de ter sonhos e objectivos a cumprir.
Por mais que custe, por mais que nos deixe pensativos, a mente tem um poder sobre nós brutal... é ela que decide tudo na nossa vida....
Devem estar a perguntar porque é que estou a escrever isto... pois não sei, talvez a mente me tenha feito escrever....

"As escolhas que você fez no passado, trouxeram-te onde você está hoje ... mas as que você fizer no presente vão levar-te um futuro que você nunca imaginou"

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Circo de Feras

Mais do que uma música é um resumo de vida....

Hoje é dia dos namorados, para quem não tem é mais um dia como qualquer outro qualquer ou então um dia para massacrar os solitários e deprimidos que lutam contra a solidão do dia-a-dia. Esta música tem-me acompanhado por esta vida fora, como se de um hino a minha existência se tratasse. Analiso a vida, analiso o passado e vejo que muita coisa é para apagar, muita coisa é para deixar de lado... Penso e luto no presente e sonho com o futuro... Hoje estou assim, nostálgico e pensativo. Qual a razão??? Nenhuma em especial... apenas estou assim...
Albert Einstein disse "Poucos são aqueles que vêem com seus próprios olhos e sentem os seus próprios corações" eu diria mais.... poucos são aqueles que são aqueles que arriscam para serem felizes.
Para mim não existe um dia dos namorados, mas sim 365 dias, pois é no dia-a-dia que temos de valorizar quem está do nosso lado e não apenas um dia por ano, é no dia-a-dia que temos de ter aquela palavra certa no momento certo, aquele gesto correcto na altura certa.... mas claro isto sou eu a dizer... Este é mais um daqueles dias que puxa ao consumismo desmedido. Porquê dar hoje um ramo de flores à uma pessoa amada se se o fizesse noutro dia acabaria por ser mais especial???? Hoje essa pessoa já vai estar à espera de algo de si, noutro dia seria uma surpresa agradável. Quem diz um ramo de flores diz qualquer outro tipo de prenda. As pessoas são despegadas de sentimentos e acabam por não dar valor a quem têm, a quem esta do seu lado. Quando as perdem, aí sim dão o valor que se calhar já vem tarde...

Como disse um grande Homem que já partiu e deixou muita saudade, "façam favor de serem felizes..."


sábado, 12 de fevereiro de 2011

é bem verdade....

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

:)

Existem pessoas que tem o dom de nos fazer sentir bem.
Existem pessoas que com um simples olhar nos fazem sorrir.
Existem pessoas que com o simples facto de existirem nos fazem felizes.

Ainda bem que existe sempre uma pessoa na nossa vida com esses dons.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O poder do reencontro....

Que bom que tem sido este reencontro.... Costuma-se dizer que "as pessoas entram na nossa vida mas não é por acaso que se mantêm nela", neste caso eu digo mais.... mesmo depois de anos de afastamento deu para ver que sempre estiveram presentes, talvez de uma forma mais desligada ou mesmo inexistente, mas o que interessa é o presente... o Passado pouco ou nada interessa... O presente é o mais importante e o futuro a Deus pertence....


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Estive afastado destas lides mas decidi aparecer novamente com este texto que li... Não é de minha autoria, mas és uma grande verdade.... aqui fica
"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso in Expresso